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Les insolites de LPL

   Carta aos amigos e benfeitores n° 67

 

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Mgr Fellay, Supérieur Général de la FSSPX

 

Caros Amigos e Benfeitores,

Que nestes dias abençoados em que celebramos o Advento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Deus-menino vos cumule de benefícios. Nós Lhe pedimos que vos dê o cêntuplo das vossas generosidades e do vosso devotamento!

A Natividade está cheia de lições para o nosso tempo.

Em particular, Deus no meio de nós, o Verdadeiro Deus, Eterno e Todo-poderoso, Criador de todas as coisas e Soberano absoluto, veio até nós para nos salvar. Sendo diligentes e usando os meios que Ele nos dá, devemos esperar TUDO d’Ele. «Sem Mim, nada podeis» – «É vontade do Pai que deis muito fruto.» Estas duas frases em nada são contraditórias, mas complementares; indicam o esforço pessoal e a cooperação que deve acompanhar a graça de Deus. Dizem-nos que, com Nosso Senhor, tudo podemos, qualquer que seja a situação em que nos encontremos, e especialmente a nossa, neste século XXI de decadência inaudita. Os tempos que vivemos poderão desencorajar alguns. A rebelião contra Deus é cada vez mais aberta, manifesta, blasfema, no mundo inteiro. A Igreja parece inerte, espantada e sem força perante este novo dilúvio. Mais do que nunca, devemos olhar tudo com os olhos da Fé, esta Fé que vence o mundo, que dá a coragem para continuar o combate, a Fé com a qual se resiste mesmo ao demónio. Cui resistite in fide.

É bem esta Fé que nos faz reconhecer, no pequeno recém-nascido no estábulo, o nosso Deus, o Verbo feito Carne, Salvador do mundo, e que nos pede para contarmos com Ele em tudo. Venite Adoremus!

Queremos aproveitar esta carta para vos comunicar aquele que enviámos ao Cardeal Castrillón Hoyos no mês de Junho. Exprime a nossa situação permanente em relação a Roma. Que Nossa Senhora vos proteja neste novo ano e nos conceda a todos a fidelidade até ao fim, que nos salvará; que, com o Menino Jesus, vos abençoe, como tão bem diz a Liturgia: Nos cum prole pia, benedicat Virgo Maria.

Com toda a nossa gratidão, na Festa de Natal de 2004

† Bernard Fellay, Superior Geral

 

CARTA ENVIADA A SUA EMINÊNCIA O CARDEAL CASTRILLÓN HOYOS

† Menzingen, 6 de Junho de 2004

A Sua Emin.ª o Cardeal Castrillón Hoyos

Eminência Reverendíssima:

Recebemos a vossa carta de 30 de Dezembro, com os vossos votos e nova proposta de acordo. Demorámos a dar-lhe resposta porque nos deixa perplexos.

Permiti-me que tente responder-lhe com a máxima franqueza, único meio de poder avançar.

Somos sensíveis aos vossos esforços e aos do Santo Padre para vir em nosso auxílio, e vemos que, da vossa parte, este gesto de abertura é decerto muito generoso; por consequência, tememos muito que a nossa atitude e a nossa resposta não sejam compreendidas.

Quando fizemos o nosso pedido de duas condições prévias, logo no início das nossas conversações, e repetimos várias vezes o nosso pedido, indicámos, muito simplesmente, um trâmite a seguir ontológico, necessário: antes de lançar o tabuleiro de uma ponte, é indispensável construir os seus pilares. De outro modo, a empresa será votada ao desastre. Não vemos como poderíamos chegar ao reconhecimento sem passar por um certo número de etapas.

Entre essas etapas, a primeira parece-nos ser a retirada do decreto de excomunhão. A excomunhão dos ortodoxos pôde ser levantada sem que estes tenham mudado em nada a sua atitude para com a Santa Sé; poderia ser possível fazer coisa semelhante em relação a nós, que nunca nos separámos e sempre reconhecemos a autoridade do Soberano Pontífice, tal como a definiu o Concílio Vaticano I. Quando da nossa sagração, em 1988, prestámos juramento de fidelidade à Santa Sé; sempre professámos a nossa adesão à Santa Sé e ao Soberano Pontífice, tomámos todas as medidas para mostrar bem que não tínhamos a intenção de montar uma hierarquia paralela: não deveria, por isso, ser tão difícil lavar-nos da acusação de cisma…

No que respeita à pena pela recepção do episcopado, o Código de Direito Canónico de 1983 prevê que a pena máxima não deve ser aplicada no caso em que o sujeito agiu sob necessidade subjectiva. Se a Santa Sé não quer conceder que há um estado de necessidade objectiva, deveria, pelo menos, admitir que nós percebemos assim as coisas. Tal medida seria reconhecida como uma abertura real da parte de Roma e criaria um novo clima, necessário para ir mais adiante. Ao mesmo tempo, a Fraternidade submeter-se-ia ao que poderíamos chamar, por analogia, uma visita ad limina; a Santa Sé poderia observar-nos e examinar o nosso desenvolvimento sem que houvesse, de momento, mais compromissos das duas partes.

No que respeita às fórmulas que nos pedis para assinarmos, estas supõem um certo número de condições que não podemos aceitar e que nos deixam muito embaraçados. As propostas supõem que somos culpados e que essa culpa nos separou da Igreja. Como reparação, e para certeza da nossa ortodoxia, pedem-nos uma espécie de profissão de fé limitada (ao Concílio Vaticano II e ao Novus Ordo).

A maioria dos nossos padres e fiéis tiveram de fazer face directamente à heresia, muitas vezes ao grave escândalo litúrgico, provenientes dos seus próprios pastores, tanto padres como bispos. Toda a história do nosso movimento está marcada por uma sequência de factos deste género, até este momento em que continuam a juntar-se-nos religiosos, seminaristas e padres que tiveram a mesma experiência. Não nos podeis pedir confissão pública ou contrição, porque sós, abandonados pelos pastores e traídos por eles, reagimos para conservar a fé do nosso baptismo ou para não desonrar a Majestade Divina. É impossível analisar as sagrações de 1988 sem considerar o trágico contexto no qual se desenrolaram. Doutro modo, as coisas tornam-se incompreensíveis e a justiça não será tida em conta. Ademais, é frequentemente mencionado que o nosso estatuto seria uma concessão, e que nos consentiriam uma situação devida ao nosso «carisma próprio».

É preciso lembrar que aquilo a que estamos ligados é o património comum da Igreja Católica Romana? Não pedimos nem queremos estatuto particular, no sentido em que seria marca de um particularismo, mas queremos um lugar «normal» na Igreja. Enquanto a Missa Trentina for considerada uma concessão particular, seremos marginalizados, numa situação precária e suspeita. É também nesta perspectiva que reclamamos um direito que nunca foi perdido: o da Missa para todos. É já lesar este direito reduzi-lo a um indulto (tanto mais sendo provisório, segundo certas vozes romanas).

Na actual situação, em que tudo o que é de sabor tradicional se torna imediatamente suspeito, temos necessidade de um protector e defensor junto da Cúria. Trata-se bem mais de representar a Tradição em Roma, do que de estabelecer um delegado da Santa Sé para os assuntos tradicionais, como é hoje o caso da Ecclesia Dei. Para que esse órgão tenha alguma credibilidade e corresponda ao seu fim, é importante que seja composto por membros provenientes da Tradição Católica.

Efectuar um «reconhecimento» sem ter primeiro regulado estas questões nos seus princípios, é votar ao insucesso «o acordo prático» que nos propõem, porque esperamos amanhã agirmos bem na Tradição Católica com a mesma fidelidade de hoje. Querendo conservar a franqueza com que tratamos destas questões (o que não significa arrogância ou falta de caridade), seríamos amanhã condenados, tal como o fomos ontem.

No baptismo estabelece-se um contrato entre a alma cristã e a Igreja: «Que pedis à Igreja?» « – a fé». É o que reclamamos a Roma: que Roma nos confirme na fé, na fé de sempre, na fé imutável. Temos o estrito direito de reclamar isto das autoridades romanas, e realmente não pensamos poder progredir para um «reconhecimento» enquanto Roma não mostrar a sua vontade concreta de dissipar a nuvem que invadiu o templo de Deus, obscureceu a fé e paralisou a vida sobrenatural da Igreja a coberto de um Concílio e das suas subsequentes reformas.

Esperando que esta carta contribua para ultrapassar a imobilidade actual, asseguramo-vos, Eminência, as nossas orações quotidianas para o cumprimento do vosso pesado cargo nesta grave hora da Santa Igreja.

† Bernard Fellay, Superior Geral

 

 

 

 

 


Jeudi 24 juillet 2014
06:15 21:39

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